Existem algumas perguntas aparentemente simples que deveríamos nos fazer com bastante regularidade, pois elas servem como uma espécie de termômetro, não para verificar nossa temperatura, mas a quantas anda a nossa vida.
Eis aqui um bom exemplo: Quais são as suas prioridades? Sim, isto mesmo: Quais são as coisas que vêm em primeiro lugar para você?
Se nunca pensou nisto, pare rapidamente e pense, pois seu caso é mais sério. Você tem vivido todos estes anos e não teve tempo para se perguntar o que existe no mundo de mais importante para você?
Bem, partamos do princípio – bastante desejável, por sinal - que haja pessoas e coisas importantes para você e que, por serem várias, você tem que estabelecer um ordem de interesse e de ação. O que vem em primeiro lugar é a sua prioridade, no momento atual, é claro, já que, com a idade, nossas prioridades vão mudando ou mesmo crescendo bastante. Um adulto, muito provavelmente, não tem os mesmos desejos da infância ou da adolescência. O tempo nos amplia e nos renova. Logo nossos interesses, desejos e necessidades vão se modificando e se consolidando. A escolha profissional, por exemplo, ocorre, em princípio, na adolescência e pode seguir até a velhice ou ir se modificando ao longo do tempo. Mas será sempre uma prioridade, pois o trabalho, na maioria das vezes, é o que permite a realização das demais.
Além do trabalho, nossas principais áreas de interesse são, normalmente, a afetividade, o sexo, as relações familiares e sociais, o crescimento intelectual e o espiritual, e a saúde. Se você parar e escrever num papel as dez coisas mais importantes de sua vida, verá que, provavelmente, elas se encaixam nestas áreas citadas acima.
Que tal fazer esta lista como exercício? Você pode achar mais fácil apenas pensar sobre o assunto, mas não é a mesma coisa. Escrever é mais do que simplesmente se lembrar destas prioridades, porque o escrever envolve não só pensamentos, mas escolhas.
Faça o teste agora e não minta para você mesmo. Coloque em ordem as grandes motivações de sua vida. Seja honesto, pois esta lista é só sua, não há risco de ninguém se sentir magoado com ela. Não escreva o que você acha que seria o certo ou o esperado. Por exemplo, talvez o convívio com a família não seja uma prioridade para alguém, que o escreveria apenas porque é uma expectativa da sociedade. Não o faça. Se você mentir para si mesmo, esta lista não terá utilidade.
Feita a lista, com a maior honestidade possível, releia e veja se não faria alguma mudança na ordem. Pense mais um pouco e faça as alterações necessárias, para ser bastante fiel ao que sente e pensa. Não ponha mais do que dez itens, ou não serão prioridades.
Se já acha que a lista corresponde à sua ordem de interesses na vida, vamos à segunda pergunta, e talvez mais difícil do que a primeira: O que você tem feito por suas prioridades? Pelo menos pelas três primeiras da lista? Vá, com sinceridade, responda a você mesmo.
E depois disso, a parte mais importante do exercício : escreva o que fará por elas, A PARTIR DE AGORA. E comece a agir, hoje!