Rio, 13 de agosto de 2011
A televisão anuncia: ‘amanhã é o Dia dos Pais’.
Não sou nada ligada nestas datas criadas...mas não sei não...‘Amanhã é o Dia dos Pais!’, outro anúncio grita novamente...
Ah é?! Então, tá!
Pois amanhã vou fazer um almoço.
E um almoço muito especial!
Um almoço para os pais
que já não estão e-x-a-t-a-m-e-n-t-e aqui,
mas estarão s-e-m-p-r-e aqui.
Pais que marcaram nossa vida, pelo dna, ou pelo gesto.
Pais que, mesmo com suas fraquezas e erros, foram fortes o suficiente para tentar nos orientar sem nos impedir de viver.
Pais cujas lutas de uma vida toda escreveram histórias de persistência e paciência.
Pais que, se faltaram em beijos ou abraços, em carinhos ou afagos (se não, melhor ainda!), esbanjaram em exemplos de esforço e coragem.
Pais que tentaram, que se preocuparam, que integraram à sua inevitavelmente complexa, pois humana, existência, a responsabilidade de tentar fazer de nós o que achavam que era o melhor.
Pais que se tornaram parte de nossa alma; em pequenas ou grandes porções, em leves ou profundas camadas, como canto de beija-flor ou rugido de leão.
Pais que se fizeram pais por nós e em nós se eternizaram. E por isso surgem, vivos: num café, num livro, num jogo, numa música, num sorriso, numa lágrima, num instante, num sonho, num almoço...
Sim, amanhã farei um almoço muito especial para todos os pais, que estarão à mesa conosco, mas não mais sentados à nossa frente porque estão mesmo é dentro de nós, para sempre.
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